terça-feira, 29 de novembro de 2011

Eu quero uma pamonha dos Estados Unidos!

POTILENE: Ô mãe! Manhê...
MÃE: Oi, filha?
POTILENE: Eu queria uma pamonha dos Estados Unidos.
MÃE: Mas minha filha, de onde você tirou essa idéia?
POTILENE: Todas as minhas amigas vão almoçar pamonhas dos Estados Unidos hoje na casa da Rosylene Mephysta! Eu quero minha pamonha dos Estados Unidos, mãe!
MÃE: mas, meu anjo, pense bem! Como é que eu vou arrumar uma pamonha dos Estados Unidos ainda a tempo do almoço?
POTILENE: Não sei, mãe, mas eu quero a pamonha dos Estados Unidos, mãe, pelo amor do Windows, busca mãe... a minha pamonha dos Estados Unidos!
MÃE: Meu anjo, mamãe não fez programas suficientes este mês pra poder gastar com regalias assim... Criei um site, pra um louco escritor, que queria publicar seus textos online e fiz dois programas para uma rede de farmácias. A grana tá curta, meu amor. Esse mês vai passar sem pamonha dos Estados Unidos mesmo.
POTILENE (irritadíssima, começando a chorar):Mas mãe, eu preciso de uma pamonha dos Estados Unidos! Duas! Eu quero é duas pamonhas dos Estados Unidos!
MÃE: Cala-a-boca-e-sai-daqui!
POTILENE: Eu preciso! Eu preciso!
MÃE: Vem aqui, minha querida.
POTILENE (achegando-se à mãe, em tom de resmungo): O que foi?
MÃE (levantando a blusa e o sutiã):Tá vendo essas tetonas aqui sem auréola?
POTILENE(ainda triste): Sim, mãe.
MÃE: vá até o quintal e veja o que eu trouxe para você, Polinete!
POTILENE(alegrando-se): É Potilene, mãe!
MÃE: Isso...Potilene...
POTILENE(abrindo a porta da cozinha): O que é que tem aqui, mãe?
MÃE: UM ABACATEIRO COM PRIAPISMO!
POTILENE: Pode ser meu, mãe?
MÃE: Claro, meu anjo!
POTILENE(chorando de emoção):Não sei nem o que dizer, mãe!
MÃE: Não precisa, querida!
POTILENE: Mae... eu tenho um presente pra senhora também!
MÃE: Mesmo?
POTILENE: Sim.
MÃE: O que é, vida minha!?
POTILENE: Tá vendo esta plantinha aqui do lado do abacateiro com priapismo?
MÃE: Oh, my God!
POTILENE: É sua!
MÃE(chorando aos soluços): Jamais poderei agradecer ao que você fez por mim, Polinete!
POTILENE: É Potilene, mãe!
MÃE: Isso...
MÃE: Minha querida... o que é isso daqui mesmo?
POTILENE: É um pé de bico de peito, mãe!
MÃE(muito feliz): Que lindo, minha filha, que lindo! Como conseguiu?
POTILENE: Não importa. É seu! E vai florescer em 30 segundos.
MÃE(olhando atentamente para a planta): É lindo! (estendendo o braço e mostrando-o) Olha aqui! Tô toda arrepiada!
POTILENE: Só tem uma coisa: são bicos de seios do Belém do Pará, porque os de Brasília eram muito mais caros.
MÃE: Não tem problema, minha filha, não precisamos nos preocupar com a origem das coisas, mas apenas com o que elas são. Você por exemplo, é fruto do acaso. Eu estava andando sem calcinha pela rua toda distraída, quando tropecei e caí com a vagina bem em cima de um preservativo sujo. E pra quê filha melhor do que você? Você é meu orgulho! Você é a vontade de Deus materializada em minha vida, palavra do senhor que se confirma no tombo!


As duas entraram em casa. A Mãe retirou cinco pamonhas dos Estados Unidos de dentro de uma caixa de sapato que estava em cima do forro, num esconderijo. Jantaram felizes como na primeira infância de Potilene e saborearam maravilhosas pamonhas dos Estados Unidos com salada de bico de peito com pimentões amarelos.

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