sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Texto Dadá

A negra usava uma vagina postiça e tinha pentelhos loiros com aplique. Sentava-se de guarda-chuvas abertos de calor. As fitas coloridas que estavam atadas às pontas das tranças de seu aplique vaginal vibravam balançando-se no ar com o turbilhão de vapor de virilha que saia. Trazia consigo cílios de lágrimas e uma bacia de soluços sobre a cabeça.
Caiu de picaretas no céu e morreu por 5 minutos.
Ressuscitou em seguida, acordando 20 anos mais velha.
Chorou em frente a Narciso, que permanecia no lago, quando se viu refletida velha nas águas da vaidade. Alguns chamavam o lago de amor próprio.
Retirou sua vagina postiça e enfiou sua mão suja de terra no meio do oco pútrido de carnes entre as pernas. Sacou de lá um tubarão de três metros ainda vivo e furioso e enfiou-o dentro do ouvido de narciso.
Ele morreu por isso. E nem se achava bonito, coitado. Estava a se olhar no lago para conseguir espremer um cravo próximo aos lábios.
Tereza de Calcutá passava por ali no momento e viu a cena. Ficou tão aterrorizada que pariu o Papa, o PT e a renovação carismática católica!
Depois disso Dilma virou presidente do Brasil e o Papa montou uma creche em sociedade com Michael Jackson.
Frederico, o meduso, gritou e um bloco quadrado gigante de mármore explodiu e se quebrou em milhares de serpentes, que grudaram-se no teto do espaço aberto.

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